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Como comunicamos privacidade de dados com um caixa que sabe demais
Haven Card é um cartão de cripto que não deixa rastro. Para comunicar o lançamento, criamos um personagem que encarna o problema que o produto resolve. Gerado com IA, do primeiro ao último frame.

O briefing de Haven chegou com um problema de comunicação claro: como você faz alguém se importar com privacidade de dados em cripto se ela nem sabe que tem um problema? Essa pergunta determinou tudo que veio depois.
Haven Card é um cartão Visa de cripto com privacidade nativa. Funciona em 184 países, é compatível com Apple Pay e Google Pay, aceita PIX. Para quem usa cripto no dia a dia, parece um cartão comum. A diferença está no que ele não deixa para trás.
O problema que a maioria das pessoas não vê
Quando você paga com um cartão de cripto comum, a transação fica registrada na blockchain — um ledger público, permanente, que qualquer pessoa com conhecimento técnico consegue acessar.
O problema é que esse registro é rastreável. Quem sabe cruzar informações de blockchain com dados de geolocalização, horários e padrões de compra consegue construir um perfil detalhado de quem está por trás daquele cartão. Onde a pessoa mora. Que lugares frequenta. Quais são seus hábitos financeiros e, por extensão, pessoais.
Esse rastreamento é uma vulnerabilidade real, conhecida dentro do ecossistema cripto, que a maioria dos usuários de cartão simplesmente desconhece. Haven foi construído para resolver exatamente isso: o cartão funciona normalmente, mas a ligação entre a identidade do usuário e o que acontece on-chain é cortada.
O desafio de comunicar esse diferencial é que ele é invisível. Você não vê a privacidade. Você não sente a ausência de rastro. O produto protege algo que o usuário não percebe que está exposto.
A pergunta que definiu o personagem

O ponto de partida criativo foi uma pergunta: como você faz alguém sentir na pele um risco que ele não vê?
A resposta veio de tornar esse risco visível de forma inesperada. Se o problema é que alguém pode saber demais sobre você a partir dos dados que o seu cartão deixa para trás, o filme deveria mostrar exatamente isso. Alguém que sabe demais. Que fala o que não deveria saber. Que revela, numa situação cotidiana, informações que deveriam ser privadas.
O ambiente escolhido foi um supermercado. O personagem, um caixa.
O supermercado é o lugar mais banal possível para uma transação financeira. Você paga, leva o que comprou, vai embora. Ninguém ali deveria saber nada sobre a sua vida além do que está no carrinho. Esse contraste entre o ordinário do ambiente e o extraordinário do que o caixa revela é o motor do estranhamento que o filme precisava gerar.
O Caixa que Sabe Demais
O personagem funciona porque a informação que ele revela não é genérica. Não é "sei que você compra muito". É íntima. É o tipo de coisa que a pessoa não fala para ninguém. O estranhamento que o filme gera não é de curiosidade. É de desconforto. De reconhecimento. De "como que você sabe isso?"
Esse estranhamento é o que o produto resolve. E o filme foi o caminho que encontramos para fazer o espectador senti-lo antes de entender.
A decisão de tornar o caixa um personagem, e não apenas um recurso de cena, veio de uma leitura de campanha: um personagem tem continuidade. Pode aparecer em outros formatos. Pode ser reconhecido. Pode se tornar o símbolo de um problema que o produto resolve. O projeto virou um sistema de comunicação com o personagem no centro.
Por que IA para todos os personagens
Todos os personagens do filme foram gerados com inteligência artificial. Nenhum ator real foi filmado.
IA generativa permite controle total sobre cada frame. Cada expressão, cada detalhe visual, cada escolha de imagem foi uma decisão de direção — não uma captura de câmera. Mas o que pesou mesmo na decisão foi outra coisa: Haven é um produto construído para proteger a identidade de quem usa. Usar tecnologia que não expõe nenhum rosto real, nenhum dado biométrico de ator, nenhuma presença humana que não foi deliberadamente criada — isso não foi acidente. Fazia sentido desde o começo.
O personagem além do filme
Um personagem criado com IA tem uma característica que um ator não tem: ele pode ser reproduzido com precisão em qualquer formato. A mesma expressão. O mesmo estilo visual. A mesma identidade, em qualquer tamanho ou proporção.
Isso significa que o Caixa que Sabe Demais não existe só no filme. Ele existe nos materiais estáticos para redes sociais. Nas peças de comunicação de Haven. Em qualquer formato que a campanha precisar ocupar.
Entregamos a Haven não apenas um filme, mas um sistema visual com o personagem no centro. Um ativo de campanha que pode ser usado além do lançamento.
Quando o ponto de partida é um personagem em vez de um vídeo, o projeto não termina na entrega. Ele continua.
Se o seu produto tem um problema de comunicação difícil de explicar, fala com a GRID. @_gridcontent·